O poder das palavras
Desde pequenininho, quando falava alguma asneira, já ouvia dos meus pais: “Cuidado, meu filho, as palavras têm poder!”.
Com isso, as próximas palavras a saírem da minha boca eram algo do tipo: “Rá! Então: ‘A partir de agora posso voar!’”. Claro que eu continuava (e assim estou até hoje) um ser terrestre, mas o ensinamento ficou (obrigado, papai e mamãe
). Não só ficou, como várias vezes foi reiterado seja através de outras pessoas / livros / filmes / etc ou por experiências empiricamente vividas (redundância? Bobagem!).
Um bom exemplo que me marcou muito, especialmente pela simplicidade do mesmo é o do “Seu Walter”.
Seu Walter é um trabalhador assíduo do CEAC, sempre muito atencioso com todos. Sempre a postos, dando seu melhor nos trabalhos que faz, proporcionando sempre uma convivência agradável.
Mas o bom exemplo que vou citar aqui não é costumeiramente notado por todos. O que pra sempre vou lembrar do Seu Walter são breves cinco segundos que se repetiam assim:
- Oi, Seu Walter! Tudo bem?
- Ótimo! E você?
- Bom dia, Seu Walter!
- Opa! Bom dia! Tudo bem?
- Tudo bem… E você?
- Ótimo!
- Seu Walter!! Há quanto tempo! Como tem passado?
- Ótimo! Graças a Deus! E você?
Ele sempre respondia um “Ótimo!” tão veemente e com um sorriso no rosto e um aperto de mão tal, que a cena toda era diferente demais (num bom sentido) pra não ser notada.
E toda vez era mesma coisa. A mesma veemência. O mesmo sorriso. O aperto forte de mãos. Olhos nos olhos.
E esse “ótimo!” dele transmitia pra mim esse estado de “otimura” (haha neologismo!) e me fazia sentir melhor naquele instante, independente se eu já estava radiante de alegria ou triste por alguma razão. O “ótimo” vinha carregado de tanta energia que era quase viciante! Lembro que depois de ter notado esse “padrão” eu já ia o cumprimentar esperando o “ótimo!”, e já esperando, consequentemente a boa energia, a alegria que acompanharia tudo. Quase igual a ir comprar chocolate, sabe?
O “ótimo” do Seu Walter fazia meu meu “tudo bem”, “tô bem” automático parecer xoxo e sem vida. Desde então tento (conseguir com perfeição ainda me falta um bocado) me policiar pra realmente por significado naquilo que quero falar.
Acho que posso afirmar que a maioria das vezes que falo “Bom dia” eu realmente estou desejando que a(s) pessoa(s) em minha frente realmente tenham um bom dia. A escolha das palavras e o que falo quando não estou teoricamente “bem”, é assunto para um possível próximo post… Mas quando estou bem então replico com sinceridade “estou bem!”, às vezes inclusive solto um “ótimo!” como se estivesse a homenagear o Seu Walter… Como se citasse uma frase famosa de algum filósofo, sabe? “‘Ótimo!’ por Seu Walter”.
Então, (e novamente em tom de citação de gente famosa:) “As palavras têm poder!”.
Tentemos observar mais atentamente as palavras que soltamos em nosso dia a dia. As vezes o que é corriqueiro e desprovido de um significado maior pra você, fala alto no outro! Que bom seria então se já pudéssemos propor, facilitar esse “volume íntimo” das nossas palavras nos outros, hã?
Nesse “mundão véio sem porteira” onde cada vez mais conteúdos vazios e frases ocas chegam até nós por todas as direções, as vezes (cof! Muitas vezes!) carregados de vulgaridade, sejamos exceções e tentemos fazer nosso quinhão de otimura!
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Obviamente eu, na maioria das vezes, estou bem quando desejo um bom dia!
Mas convivi e convivo com pessoas que são a antítese da filosofia de Seu Walter, o que reforça o poder e a validade da mesma!
Existem alguns fulanos que quando se deseja bom dia, respondem com pessimismo, q não está bom, que está doente, com a unha do dedinho da pata anterior esquerda do gato da vizinha encravada, e por fim se colocam na posição de vítima! Outros, descontam todo seu ódio e frustração no primeiro que vêem pela frente.
São situações extremamente desagradáveis, e necessário, às vezes, um esforço “sobrehumano” pra se segurar firme, sem se contaminar!
Igualmente à sua experiência empírica, aprendi com uma amiga, Valéria. Sempre que questionada com um “Tudo bem?”, ela me respondia que sim (de diversas forma, como ótimo, tudo, muito bem), seguido de um “Graças a Deus!”. Incorporei isto a mim, pois acredito ser importante agradecer a Deus até por pequenos momentos.
De fato, seu artigo é realmente importante, interessante e ascende em boa hora. Parabéns pela desenvoltura, e a vicissitude na colocação dos fatos, findando por colocar esta excelente crítica.
isso é bem verdade…falamos um “tudo bem” automático… vou prestar mais atençao agora…
É isso aí! Volta e meia a gente se pega caindo no “automatismo” de novo, mas é só continuarmos tentando e tentando cada vez mais né!
Justamente, Takashi! Eu nem quis falar dos contra-exemplos, pois acho que é conteúdo suficiente pra outro post… Mas, opinião pessoal, também não me parece certo camuflar / disfarçar os sentimentos falando por, exemplo, “estou bem” quando não se está. Num mundo “ideal”, as pessoas perguntariam com sinceridade “como estás?” e então nos daria a liberdade de também responder com sinceridade seja um “estou bem!” ou um “ah… hoje estou meio triste…”. Mas! Como ninguém quer ouvir as lamentações de ninguém (exceto os grandes amigos, os quais são valorizados por isso) o jeito que “inventei” pra contornar a situação (ser sincero comigo mesmo sem precisar chocar o outro com lamentações ou respostas monossilabicamente depressivas) é responder ao “como estás?”, por exemplo, “Evoluindo sempre!”.
Como você falou, o “estar bem” é relativo. Não é porque eu tô cansado que eu vou responder um “aaaaah tô cansado, viu?? Vou te contar essa correria!”. Nós escolhemos tudo na nossa vida então “não reclama” né não? E, seguindo da premissa de que “o que não é *o* melhor é *para o* melhor”, tudo é motivo de crescimento, não é mesmo? Por isso gosto do meu “evoluindo sempre!”: eu continuo sincero comigo mesmo, meu interlocutor não é bombardeado com palavras depressivas e, pelo contrário, acho que o “evoluindo sempre!” passa uma energia legal de esperança e movimento (não sei se concordam…).
Valeu pelo valioso comentário!!
Desejar um Bom dia, sem realmente desejá-lo é hipócrita, medíocre e insensato. Desculpa a agressividade, mas me doi muito ver um bom cumprimento, um bom voto de bom dia, boa noite, bom fim de semana ser dado como algo automatizado por simples convenção social.
E é incrível, ao se desejar com carinho, ou ao responder um “estou ótimo” é como tirar com a mão todo o stress, a falta de vontade e a impaciência. É um chá de boa vontade que deve ser sempre servido quentinho a todos que nos cercam.
Excelente post! Será objeto de muitas reflexões!
o
What can I say my dearest.
o/
Esse texto ficou ótimo!!!! (ráááá!!! ALT + TAB, ALT + TAB)
Mas sério mesmo. Alto astral é sempre contagioso!
Por isso, sob esse aspecto, sempre busco fazer como Barney Stinson faz: “Quando começo a me sentir mal, imediatamente já busco começar a me sentir bem, daí eu fico ótimo!”
Abração Marelo!!!!
Eu ainda serei uma otimura….
Que lindo! Tá certíssimo! As palavras têm poder e o pensamento é vida! A gente deseja, e o troço vai! =D
Beijos!
Valeu, Max!!!
Bem citado, nosso mestre Barney Stinson. AWESOME!
E você tem um astral bom mesmo, cabra! Um astral idiota, tosco e infame, assim como o meu! Hahahahaha por isso que eu gosto de você!
Bora ser!
É isso aí! O pensar é o primeiro passo pro agir né! Então bora pensar “de com força” e agir ainda mais intensamente!
Beijo!
Que lindo! Tá certíssimo! As palavras têm poder e o pensamento é vida! A gente deseja, e o troço vai! =D
Beijos!
Valeu, Max!!!
Bem citado, nosso mestre Barney Stinson. AWESOME!
E você tem um astral bom mesmo, cabra! Um astral idiota, tosco e infame, assim como o meu! Hahahahaha por isso que eu gosto de você!
Bora ser!
É isso aí! O pensar é o primeiro passo pro agir né! Então bora pensar “de com força” e agir ainda mais intensamente!
Beijo!